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    Albert Einstein

    "O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é, por si só, parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."

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O Universo tem mais de três dimensões? Como isso funciona?

 

Mais de três dimensões?

— Origem: Silvestre (O planeta Terra precisa de ajuda)

 

Figura 01 Vamos pensar um pouco sobre o ponto, a reta, o quadrado e o cubo, colocados sobre esta mesa, na figura 01, como exemplos de objetos de zero, uma, duas e três dimensões. Eles foram movidos para dar lugar, à direita do cubo, ao próximo objeto da seqüência, que deve ter quatro dimensões.

Observe que existe uma lógica de construção de um objeto a partir do anterior, da esquerda. Se o ponto se deslocar para a direita, no sentido do comprimento da mesa, traçando sua trajetória sobre ela, ele vai gerar o segmento de reta. Se o segmento de reta se deslocar para trás, no sentido da largura da mesa, ele vai gerar o quadrado. Se o quadrado se deslocar para cima, perpendicularmente à mesa, vai gerar o cubo. Assim, se quisermos saber qual o próximo elemento da fila de objetos, teremos apenas que deslocar o cubo numa direção apropriada e observar qual objeto ele gera.

Para criar a reta, fomos para a direita. Para criar o quadrado, fomos para trás. Para criar o cubo, fomos para cima. Estas são as três direções independentes do espaço em que vivemos, que são perpendiculares entre si. Se quisermos agora gerar o objeto 4D (quadridimensional), teremos que mover o cubo numa nova direção, ainda não usada, que seja perpendicular às três direções anteriores. Percebeu a lógica? Vamos repetir. Quando geramos a reta, levamos o ponto para a direita e usamos a primeira direção. Quando geramos o quadrado, levamos a reta para trás e usamos a segunda direção, que é perpendicular à primeira. Quando geramos o cubo, levamos o quadrado para cima e usamos a terceira direção, que é perpendicular às duas anteriores. É por isso que o movimento do cubo deve ser feito agora em uma nova direção, que seja perpendicular às três direções anteriores, que já usamos. Mas é justamente aí que surge o grande problema, porque não temos mais para onde ir.

Figura 02 A figura 02 mostra um canto de parede com eixos que apontam para as três direções independentes do nosso espaço 3D, com as quais estamos habituados. Damos o nome de origem ao ponto onde os três eixos se juntam. É aquele lugar que está, ao mesmo tempo, no chão, numa parede e na outra. Tente imaginar um quarto eixo que passe pela origem e seja perpendicular aos três eixos já desenhados (X, Y e Z). Por mais que você procure, não vai encontrar. Não há lugar para ele, ou, melhor dizendo, não há espaço para ele. Falta uma dimensão espacial extra, a quarta, para conter o novo eixo. Por isso dizemos que vivemos em um espaço de três dimensões (três direções espaciais independentes, perpendiculares entre si).

Essa limitação parece ser definitiva, fisicamente inviolável. Porém, a mente humana é rebelde e não aceita a imposição de grilhões com facilidade. Então, há muito tempo, questionou-se se o fato de não conseguirmos traçar o quarto eixo não estaria ligado apenas a uma característica física do nosso espaço. Assim, nesse modo de ver, o próprio espaço em que estamos seria o limitador, responsável pela inexistência de objetos 4D dentro dele, já que não podemos colocar objetos em espaços com um número menor de dimensões. Daí vêm algumas perguntas inevitáveis. Será que não poderia haver outros espaços (universos) com um número de dimensões superior a três? Não estaríamos apenas incapacitados de imaginar objetos com quatro ou mais dimensões porque nunca os vimos antes, já que não cabem no Universo? Será que não poder ver esses objetos multidimensionais nos cria barreiras intransponíveis à tarefa de descobrir suas propriedades geométricas?

Embora estejamos definitivamente condenados a nunca ver coisas de quatro dimensões, é possível imaginarmos as suas características, algumas com facilidade. A análise simples nos dá um exemplo. Se a reta tem comprimento medido em metros, o quadrado tem área medida em metros quadrados e o cubo tem volume medido em metros cúbicos, o próximo objeto da série é algo a que chamamos de hipercubo e tem um hipervolume medido em metros elevados à quarta potência.  Dá para ver isso? Não, impossível, mas existe uma lógica muito forte para sustentar essa afirmação, como você pode perceber se colocar a seqüência em uma tabela.

Figura 03 Um hipercubo tem uma dimensão extra, a quarta. Ele é muito mais do que um cubo. Para ter uma pálida idéia do que ele é, saiba que um hipercubo é tão mais do que um cubo quanto um cubo é mais do que um quadrado. Se você fatiar um cubo com cortes planos paralelos a uma face, pode obter uma infinidade de quadrados. Da mesma forma, se você fatiar um hipercubo adequadamente, pode obter uma infinidade de cubos. O problema aqui é que, se você usou um plano (2D) para cortar um cubo, vai ter que usar um espaço 3D (hiperplano) para cortar um hipercubo. Se a sombra de um cubo é uma figura plana, com área (2D), então a sombra de um hipercubo é um sólido comum, com volume (3D). Como a sombra de um cubo pode ser um quadrado, a sombra de um hipercubo pode ser um cubo, dependendo apenas das circunstâncias. Mas, se você projetou a sombra de um cubo sobre um plano, vai ter que projetar a sombra de um hipercubo sobre um espaço tridimensional.

Muito difícil? Bem, o truque é procurar por analogias e depois aumentar o número de dimensões. Vejamos o exemplo da figura 03. Você pode desenhar vários pontos em uma reta, várias retas paralelas em um plano e vários planos paralelos em um espaço 3D. Acrescentando mais uma dimensão, você conclui que pode desenhar vários hiperplanos (espaços 3D) paralelos em um espaço 4D. É estranho para nós, porque o espaço 3D é tudo, não parecendo que possa existir lugar para mais de um. Mas, se vivêssemos achatados em um plano (espaço 2D), nós também iríamos estranhar a idéia de que vários planos paralelos pudessem ser colocados em um espaço 3D. Para nós, o plano seria tudo. Por isso podemos imaginar a existência de um quarto eixo, que se dirige para fora do nosso espaço 3D (Universo) do mesmo modo como um terceiro eixo se dirige para fora de um plano, perpendicularmente a ele.

Figura 04 As figuras planas são para nós como sombras (que têm área) amassadas em um espaço 2D, como fatias finas de objetos 3D. Então, na opinião de uma criatura que viva em um universo 4D, nós somos também como sombras (que têm volume) amassadas em um espaço 3D, como fatias finas de objetos 4D. Mas, se você se preocupa com o grande volume do seu corpo e não consegue compreender como ele pode ter, ao mesmo tempo, uma medida esteticamente exemplar (igual a zero), lembre-se de que você se achata somente na quarta direção, tendo uma obesidade evidente em cada uma das outras três, da mesma maneira que um quadrado é achatado na terceira direção (altura nula) mas tem medidas substanciais nas outras duas (comprimento e largura). Pegou o jeito de raciocinar?

Nada existe nas teorias matemáticas que limite em três o número máximo de dimensões de um espaço. Se representamos os pontos de um plano em coordenadas cartesianas com dois números, podemos representar pontos do espaço 3D com três e do espaço 4D com quatro. Se as equações com duas variáveis representam gráficos de linhas (1D) colocadas em um plano (eixos X e Y), então as equações com três variáveis representam gráficos de superfícies (2D) colocadas em um espaço 3D (eixos X, Y e Z) e as equações com quatro variáveis representam gráficos de espaços 3D (hipersuperfícies) colocados em um espaço 4D (eixos X, Y, Z e H, por exemplo). Tudo muito fácil, a menos que você tente visualizar as formas físicas desses hiperobjetos. Matematicamente falando, o jeito de se trabalhar com muitas dimensões não é diferente daquele que utilizamos para trabalhar com poucas.

Os objetos de quatro dimensões são muito mais complexos do que os que existem no nosso espaço de apenas três. Com uma dimensão a mais, surgem novas características e propriedades interessantes, que são estudadas e conhecidas há muito tempo pelos matemáticos. Um exemplo curioso é o da existência dos politopos convexos regulares, versões 4D dos nossos cinco famosos poliedros convexos regulares (da figura 04). Mas os politopos regulares do espaço 4D são seis. Um deles é o já citado hipercubo, ao qual voltaremos mais tarde.

Acredite, o seu corpo físico está confinado em um espaço de somente três dimensões, mas a sua mente, de natureza imaterial, não precisa ficar encarcerada nele. Viaje conosco nesta aventura de exploração do território infinito que se encontra além de tudo o que para nós existe, porque se projeta para fora do Universo.

 

“Nossa… quando li, adorei esse artigo… Muito bem explicado. Um banquete ao nosso poder de abstração. Pense na dor de cabeça… rsrsr! Brincadeira. Muito bom mesmo.”

 

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Os Estados Unidos têm condados?

O que é um condado?

 

Nossa, sempre via em filmes e seriados as personagem se referirem a condados nos Estados Unidos, achava aquilo muito estranho… Como poderia se a idéia de condado é referente a uma divisão administrativa de países com tradição monárquica? E o Estados Unidos,  com certeza, não a tem… Resolvi então fazer uma pesquisa e encontreia a resposta…” Pois eis aqui:

 

→ Origem: Wikipédia1 / Wikipédia2

 

Na Idade Média, um condado era um território que pertencia a um conde sendo por ele governado. Atualmente, condado (em inglês americano, county, e em inglês britânico, shire) é a designação de uma divisão administrativa de estados modernos como os Estados Unidos e o Reino Unido.

 

Condados dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos

Os condados dos Estados Unidos são uma subdivisão administrativa local menores do que um estado federado. Por aproximação, entende-se o condado como um equivalente à comarca no Brasil e do concelho português, porém enquanto no Brasil o termo é utilizado apenas pelo poder judiciário, para desiginar a região submetida ao juiz singular (primira instancia), diferindo de sede de município que é chamada automaticamente de cidade, nos Estados Unidos não acontece o mesmo. Sendo assim, na maioria dos condados há mais de uma “cidade” (no sentido de aglomeração urbana, mas sem autonomia municipal), como é o caso de Los Angeles, onde entende-se a cidade de Los Angeles como o núcleo interno, e outros núcleos mais afastados como Beverly Hills e Long Beach também são vistos como cidades. Até mesmo Hollywood, incorporado à aglomeração de Los Angeles desde o início do século 20, ainda é visto como cidade.

Em muitos estados os condados são subdivididos em “townships” ou em cidades e podem conter outras municipalidades independentes. O poder de governo dos condados varia extensamente de estado para estado.

A palavra “condado” é usada em 48 dos 50 estados; na Louisiana usa-se o termo “paróquia” (parish) e no Alasca, “borough”.

Há 3.077 condados nos EUA – em uma média de 62 condados por estado. O estado com o menor número de condados é o de Delaware com três e o com o maior número é o do Texas com 254.

As responsabilidades e os poderes dos condados variam de Estado para Estado, mas eles são sempre divisões administrativas do Estado em questão. No Alasca, por exemplo, existem distritos organizados e não-organizados. Os distritos não-organizados não possuem nenhum poder, e não passam meramente de divisões de cunho estatístico. A grande maioria dos condados possui uma sede (capital).

Cada condado tem uma administração local.

A quase totalidade do território dos Estados Unidos é coberta pelos condados, com exceção de cerca de metade do Alasca, em que a administração é exercida diretamente pela administração central. À parte este caso, os poderes, a dimensão e a população dos condados variam consideravelmente entre regiões e entre os vários estados.

O centro de administração de um condado é habitualmente chamado de sede de condado.

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Inglês não é idioma oficial dos Estados Unidos

Inglês não é idioma oficial dos Estados Unidos

→ Origem: Wikipédia

 

Percentagem de americanos que fala inglês por condado.

Os Estados Unidos nunca tiveram um idioma oficial, embora o inglês tenha sido sempre o idioma predominante no país, e seja falado pela imensa maioria da população, sendo de fato o idioma oficial dos Estados Unidos. Por isso, o inglês é o idioma usado em quaisquer pronunciamentos oficiais, que vão desde tratados até leis e sentenças. 27 Estados adotaram o inglês como idioma oficial. Destes Estados, três adotam um segundo idioma oficial: o Havaí, que adotou o havaiano como segundo idioma oficial; a Louisiana, que adotou o francês; e o Novo México, que adotou o espanhol. Nos Estados estadunidenses sem idioma oficial, o inglês é adotado em todos os serviços públicos, serviços em outros idiomas são fornecidos em áreas com grande população de imigrantes. Já Estados onde o inglês (e por vezes um segundo idioma) é o idioma oficial não precisam necessariamente fornecer serviços públicos em outros idiomas.

Muitos dos imigrantes que vão aos Estados Unidos possuem pouco ou nenhum conhecimento de inglês. A maioria deles aprende inglês o suficiente no país para comunicar-se com outros estadunidenses. Os filhos destes imigrantes, que estudam em escolas americanas, aprendem primariamente inglês nas escolas. Assim, a cada geração, o idioma materno acaba cedendo, gradualmente, lugar ao inglês. Os descendentes diretos destes imigrantes geralmente falam tanto o idioma materno quanto inglês, enquanto muitas vezes os netos dos imigrantes falam apenas inglês.

Atualmente, o espanhol é o segundo idioma mais falado dos Estados Unidos. Cerca de 10,8% da população americana possui o espanhol como idioma materno. A maioria dos falantes do espanhol mora nos estados do oeste e do sul (especialmente nos estados da Califórnia, Novo México e Texas). Desde a década de 1950, muitos hispânicos imigraram para os Estados Unidos, vindos do México, Cuba e outros países hispânicos. Muitos desses novos imigrantes aprenderam ou aprendem o inglês, mas outros falam apenas espanhol. Por isso, em cidades ou bairros onde a concentração de hispânicos é alta, pronunciamentos oficiais são dados tanto em inglês quanto em espanhol.

Como não existe um idioma oficial no país, o domínio do inglês não é de todo indispensável nos Estados Unidos, especialmente nos estados estadunidenses que possuem uma grande população de imigrantes recentes – especialmente hispânicos. Muitas pessoas, porém, acreditam que todo cidadão estadunidense deveria saber inglês. Estas pessoas acreditam que é quase impossível para as pessoas sem o domínio do inglês conseguirem emprego fora de bairros com grande presença de imigrantes recentes. Além disso, tais ativistas alegam que um único idioma falado por todos no país é um fator importante para a união como um todo dos Estados Unidos. Por isto, na década de 1980 e na década de 1990, vários Estados criaram leis fazendo do inglês como único idioma legal dentro de tais Estados.

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Pingüins Voadores?

 
 
 
Esse é uma reportagem de 1º de abril da BBC. Lá existe uma tradição cultivada dede 1957 de transmitir de notícias falsas misturadas com verdadeiras nesta data. As pessoas é que, por sua conta e risco, decidem se acreditam ou não. Depois dizem que Britânicos não tem bom humor… Rsrs! Confiram o vídeo.

Doença mental rara faz cientista virar artista

Doença mental rara faz cientista virar artista

→ Origem: Terra Notícias (Sandra Blakeslee)

 

"Pi", criada por Anne Adams durante a evolução da doença. Caso Rod Serling ainda estivesse vivo e escrevendo Além da Imaginação, ele com certeza se interessaria pela história de Anne Adams, uma cientista canadense que se tornou artista e morreu no ano passado. Ela sofria de uma doença rara, conhecida como FTD, ou demência frontotemporal, que ocasiona uma torrente de criatividade nas pessoas afetadas.

Formada em matemática, química e biologia, Adams deixou sua carreira como professora e cientista experimental em 1986 para cuidar de um filho que havia sofrido ferimentos severos em um acidente de automóvel, e cuja expectativa de sobrevivência era mínima. Mas o rapaz conseguiu uma recuperação milagrosa, e depois de sete semanas largou as muletas e voltou à escola. De acordo com seu marido, Robert, Adams decidiu então que abandonaria a ciência pela arte. Ela havia aprendido a desenhar na juventude, contou o marido em recente entrevista por telefone, mas naquele momento foi tomada por um ímpeto incontrolável de pintar.

“Anne passava o dia todo em seu estúdio, das 9h às 17h”, conta Robert Adams, matemático aposentado. No começo, ela pintava retratos arquitetônicos de casas em West Vancouver, o subúrbio em que eles viviam, na província canadense da Colúmbia Britânica. Em 1994, lembra seu marido, Anne se encantou com a música do compositor Maurice Ravel. Aos 53 anos, pintou Unravelling Bolero, um trabalho que traduzira a famosa partitura em forma visual.

Ravel também sofria de uma doença cerebral cujos sintomas eram idênticos aos que Anne apresentava, disse o Dr. Bruce Miller, neurologista e diretor do Centro da Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia em San Francisco. Ravel compôs o Bolero em 1928, aos 53 anos, e começou a mostrar sinais de sua doença ao cometer erros de ortografia em suas cartas e partituras. A composição alterna dois temas melódicos principais, repetindo-os oito vezes ao longo de 340 compassos, com volume cada vez maior e camadas adicionais de instrumentos a cada repetição. Ao mesmo tempo, a partitura se limita sempre a duas linhas de baixo simples, alternando-as.

Bolero é um exercício de compulsividade, estrutura e perseverança”, diz Miller. A música cresce sem mudar de tom até o compasso 326. Depois, se acelera até chegar a um final em forma de colapso. Adams, que também sentia atração pela idéia de repetição, pintou uma figura retangular ereta para cada compasso do Bolero. As figuras ficam dispostas de maneira ordenada como a música, contrabalançadas por um esquema em ziguezague. A transformação da forma sonora em forma visual é clara e estruturada. A altura corresponde ao volume, a forma à nota, a cor ao timbre. As cores se mantêm unificadas até a surpreendente mudança de tom no compasso 326, que é marcado por uma confusão de figuras rosas e laranjas que prenunciam a conclusão.

Adams e Ravel estavam sofrendo os primeiros sintomas de uma doença rara conhecida como FTD, ou demência frontotemporal, enquanto preparavam esses trabalhos, diz Miller. A doença aparentemente alterou circuitos de seus cérebros, mudando as conexões entre as porções frontal e traseira e resultando em uma torrente de criatividade.

“Nós costumávamos pensar que a demência atingisse o cérebro de forma difusa”, disse Miller. “Nada era anatomicamente específico. E isso não procede. Agora compreendemos que quando circuitos dominantes específicos são lesionados ou se desintegram, eles podem liberar ou desinibir a atividade de outras áreas. Em outras palavras, caso uma parte do cérebro esteja comprometida, outra parte pode se remodelar e ganhar força”. Por isso alguns pacientes de FTD desenvolvem habilidades artísticas quanto as áreas frontais do cérebro declinam e as porções anteriores assumem o comando, disse Miller.

Um artigo no qual ele descreve como a FTD pode liberar novos talentos artísticos foi publicado na edição de dezembro de 2007 da revista Brain. A designação FTD engloba um grupo de doenças que muitas vezes são diagnosticas incorretamente como Mal de Alzheimer, sob o efeito das quais a demência dos pacientes se agrava progressivamente, diz Miller. Mas o curso da doença e as manifestações comportamentais da FTD são diferentes.

Na variante mais comum, os pacientes passam por mudanças graduais de personalidade. Tornam-se apáticos, desleixados e tipicamente engordam 10 quilos. Comportam-se em público como crianças de três anos, fazendo perguntas embaraçosas em voz alta. E negam o tempo todo que exista alguma coisa de errado. Duas outras variantes de FTD envolvem a perda da fala. Em uma delas, os pacientes enfrentam dificuldades para encontrar palavras, ele explica. Quando alguém pede, por exemplo, que o paciente passe o brócolis, ele pode perguntar “o que é brócolis?”

Em outra delas, a afasia progressiva primária, ou PPA, a rede da palavra falada se desmantela e os pacientes perdem a capacidade de falar. Era o caso de Adams e Ravel, diz Miller. De 1997 até morrer, dez anos depois, Adams passou por sucessivas tomografias cerebrais. Isso permitiu que os médicos percebessem claramente as mudanças em seu cérebro.

A partir de 2000, o cérebro dela já exibia clara reorganização; as regiões frontais de fala demonstravam atrofia e áreas da porção traseira, dedicadas ao processamento visual e espacial, pareciam mais fortes. Miller diz que artistas que sofram danos na porção posterior direita do cérebro perdem a capacidade de criar, mas que o contrário aconteceu com Adams.

Ele afirma que já viu pacientes de FTD adquirirem capacidades consideráveis nos campos do paisagismo, como pianistas, como pintores e em outras artes criativas, enquanto a doença avançava. Adams continuou pintando até 2004, quando já não podia mais segurar o pincel. Seus trabalhos de arte estão disponíveis nos sites http://members.shaw.ca/adms e pelo atalho http://tinyurl.com/66tl2w.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

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Privadas Explosivas

Privadas ‘explodem vapor’ e causam pânico em asilo.

→ Origem: G1

 

Bombeiros foram chamados para resolver problema nos EUA. Após investigação, foi notado falhas nas caldeiras.

Um funcionário de um asilo de Auburn, no estado de Washington, nos Estados Unidos, chamou os bombeiros após ficar assustado com os vasos sanitários.

O homem contou para os bombeiros que as privadas estavam “explodindo vapor” e que estava tirando o sono dos moradores e dos funcionários.

Após chegar ao local, os bombeiros perceberam que o problema era um enguiço na caldeira do centro de reabilitação de água de Auburn.

As autoridades disseram que ninguém ficou ferido, mas que a água causou estragos no sistema elétrico e também na cozinha.

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É Proibido Morrer

Prefeito proíbe moradores de morrer por falta de vaga no cemitério.

→ Origem: G1

 

Ele bem que tentou ampliar o cemitério, mas a cidade vizinha não deixou. Comunicado fixado em órgãos públicos avisa: quem desobedecer será severamente punido.

O prefeito de uma vila no sudoeste da França ameaçou os moradores com uma punição severa caso eles morressem. O problema é que não há mais espaço no cemitério local para enterrar ninguém.

Em um comunicado fixado em escritórios públicos, o prefeito Gerard Lalanne avisa aos 260 moradores da vila de Sarpourenx: “Todas as pessoas que não possuem um lote no cemitério e gostariam de ser enterradas em Sarpourenx estão proibidas de morrer nesta paróquia. Trangressores serão severamente punidos.”

O prefeito disse que foi forçado a tomar essa medida drástica depois que a cidade vizinha de Pau não autorizou a aquisição de terras particulares para a ampliação do cemitério.

Lalanne, que acaba de completar 70 anos, disse que lamenta não ter conseguido uma solução positiva para o dilema. “Pode ser motivo de riso para alguns, mas não para mim”, afirmou.

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